Documento final seguro
O ficheiro que sai no fim não é o PDF que entrou com imagens coladas por cima. É um documento criptograficamente selado, com o histórico de cada revisão verificável, e com o material necessário para o validar mesmo daqui a anos — sem a plataforma, sem ligação à internet, e sem a nossa colaboração.
Esta página descreve, camada a camada, o que lá está.
As camadas, de uma vez
Seção intitulada “As camadas, de uma vez”| Camada | Quando é aplicada | O que garante |
|---|---|---|
| Selo certificador da plataforma (AATL, DocMDP=3) | Ao enviar, antes de alguém assinar | Integridade: o conteúdo das páginas fica bloqueado |
| Assinaturas visuais (anotações) | À medida que cada signatário assina | Aparência e autoria visível, sem partir o selo |
| Assinatura qualificada CMD | Se o signatário assinar com Chave Móvel Digital | QES — equivalência à assinatura manuscrita |
| Selos SCAP | Quando os atributos profissionais estão integrados | A qualidade profissional, atestada pela entidade certificadora |
| Material LTV + carimbo de arquivo | Ao selar e ao concluir | Verificabilidade a longo prazo, offline |
O selo certificador, aplicado antes de qualquer assinatura
Seção intitulada “O selo certificador, aplicado antes de qualquer assinatura”Todos os documentos publicados pelo assistente são selados no momento do envio, antes de o primeiro signatário lhes tocar. O selo é uma assinatura de certificação invisível, aplicada no servidor.
| Certificado | Sectigo AATL Document Signing (rmb-aatl-signing) |
| Emitido a | RMB - SISTEMAS DE INFORMACAO LDA — a entidade que opera o AssinaJá |
| Chave privada | Azure Key Vault Premium HSM, chave não-exportável — nunca sai do módulo |
| Nível eIDAS | AES (Art. 26) |
| Perfil PAdES | B-LT, elevado a B-LTA com o carimbo de arquivo |
AATL é a Adobe Approved Trust List. O Adobe Reader confia nela por omissão, e é por isso que o documento abre com o visto verde sem que o leitor tenha de instalar ou configurar seja o que for.
O que o DocMDP=3 permite e proíbe
Seção intitulada “O que o DocMDP=3 permite e proíbe”O selo escreve /Perms/DocMDP com /P 3. A partir daí o PDF aceita
apenas três coisas: preenchimento de campos de formulário, assinaturas
adicionais e anotações. Qualquer alteração ao conteúdo das páginas invalida o
selo, e o leitor de PDF passa a mostrar o documento como alterado.
O Adobe Reader anuncia isso assim:
O autor especificou que preenchimento de formulário, assinaturas e comentários são permitidos neste documento. Nenhuma outra alteração é permitida.
As assinaturas visuais entram como anotações
Seção intitulada “As assinaturas visuais entram como anotações”Cada assinatura visual — imagem da assinatura ou da rubrica, nome, data — é escrita como uma anotação com o seu próprio fluxo de aparência, e não desenhada sobre a página.
A razão é a regra acima: sob DocMDP=3 as anotações são uma alteração permitida, o conteúdo das páginas não é. Escrever a assinatura na página invalidaria o selo da plataforma; escrevê-la como anotação deixa-o intacto.
Cada assinatura é acrescentada numa revisão incremental: nada do que já estava escrito é reescrito. É por isso que vários signatários qualificados seguidos funcionam — a assinatura de quem assina em terceiro lugar não toca no intervalo de bytes coberto pela do primeiro.
A assinatura qualificada com Chave Móvel Digital
Seção intitulada “A assinatura qualificada com Chave Móvel Digital”Quando um signatário assina com Chave Móvel Digital, o que fica no PDF é uma assinatura QES produzida com um certificado qualificado emitido pela AMA, prestador qualificado de serviços de confiança listado na EU Trust List portuguesa. A chave privada vive num HSM da AMA — nunca no telemóvel do signatário nem no AssinaJá.
Tecnicamente é um contentor CAdES-BES (ETSI.CAdES.detached, com os
atributos assinados content-type, message-digest e
signing-certificate-v2, em SHA-256) selado com um carimbo temporal
qualificado. O validador DSS da Comissão Europeia classifica o resultado como
QESig / TOTAL_PASSED, no perfil PAdES-BASELINE-T.
Ver Assinatura qualificada com CMD.
Os selos SCAP, quando os atributos estão integrados
Seção intitulada “Os selos SCAP, quando os atributos estão integrados”Com atributos profissionais (SCAP), o documento leva assinaturas adicionais — uma por cada entidade certificadora — a atestar a qualidade em que o signatário assinou.
A diferença é de natureza, não de grau: a CMD prova quem assinou; o SCAP prova em que qualidade, e quem o afirma é a própria Ordem ou entidade, não o signatário nem o AssinaJá.
Validação a longo prazo (LTV)
Seção intitulada “Validação a longo prazo (LTV)”Uma assinatura só se consegue validar se, no momento da verificação, ainda for possível saber que o certificado era válido quando foi usado. Passados alguns anos, os serviços que respondem a essa pergunta podem já não existir. É esse o problema que o LTV resolve: guardar as respostas dentro do ficheiro.
Ao selar, o AssinaJá recolhe as respostas OCSP/CRL e os certificados da
cadeia e escreve-os no PDF, num Document Security Store (/DSS) com uma
entrada por assinatura (/VRI). É o que leva o selo da plataforma ao perfil
PAdES B-LT e o que faz o Adobe mostrar a assinatura como habilitada para
LTV.
Ao concluir, é acrescentado um carimbo temporal de arquivo que cobre todo o ficheiro, incluindo esse material de validação. Passa a PAdES B-LTA, e é também o que faz desaparecer o aviso de “alterações após a última assinatura”.
Os carimbos vêm de uma lista rotativa de autoridades de carimbo temporal qualificadas europeias, tentadas por ordem e com recurso à seguinte se uma falhar — a TSA do Cartão de Cidadão (IRN/AMA), a IZENPE, a BOSA belga, a Sectigo Europe, a BalTstamp e a ACCV. Nenhum documento fica sem carimbo por indisponibilidade de um serviço.
O efeito prático de tudo isto é um só: quem receber o PDF valida-o com o que está lá dentro. Não precisa de acesso à internet, nem ao AssinaJá.
Os limites, ditos com clareza
Seção intitulada “Os limites, ditos com clareza”Esta página descreve proteções reais; seria menos útil se não dissesse onde acabam.
O selo da plataforma é AES, não QES. O certificado Sectigo AATL garante integridade e identifica o prestador do serviço, mas a Sectigo não consta da EU Trust List como prestador qualificado. O selo não transforma uma assinatura simples em qualificada.
Só a Chave Móvel Digital produz uma assinatura qualificada. É a AMA que lhe dá esse carácter, não o AssinaJá — que prepara o documento, entrega o resumo criptográfico e monta o resultado.
A assinatura CMD fica em B-T, não em B-LT. O enriquecimento LTV é executado também para a CMD, mas o certificado do Cartão de Cidadão não publica um ponto de acesso à revogação que permita embebê-la de forma fiável. A assinatura é plenamente válida; o que fica mais difícil é verificá-la muitos anos depois de o certificado ter expirado.
Guarde o par. Por causa do ponto anterior, arquive o PDF assinado e o Relatório de Conclusão, juntos — ver Validar um documento assinado.
Ver também
Seção intitulada “Ver também”- Validar um documento assinado — como confirmar tudo isto sem o AssinaJá
- Níveis de assinatura
- Assinatura qualificada com CMD
- Histórico e auditoria
- Validade legal